
ueridos irmãos religiosos e leigos da Família Pavoniana,
Este mês de maio o dedicamos a Maria nossa querida mãe. Nós somos filhosde Maria Imaculada e somos chamados a intensificar nossa devoção a ela e,sobretudo, somos chamados a imitá-la em nosso seguimento do Senhor como fez nosso Padre Fundador. Ele deixou sua Famíliasob o manto da Virgem Maria. Temos que continuar aprendendo dela, que soube estarsempre atenta à voz de seu Senhor, a confiar nele mesmo não entendendo, aaceitar a entrega do Filho na cruz por amor, a construir a comunidade aberta aosopro do Espírito. Aprendamos dela a ser discípulos que seguem Jesus com paixão e alegria.
Passou um ano da morte do papa Francisco. Devemos dar graças a Deus pelodom que esse grande pastor foi para a Igreja e para todo mundo. Ele no animou avoltar para o evangelho, a estar sempre em saída, escutando o chamadodos mais desfavorecidos, a sonhar juntos, a não nos deixarmos paralisar, nem sermos vencidos pelo pesimismo, nem pelo medo,a ser profecia com nossa vida de cada dia, a ser escolas de comunhão, deternura, de espiritualidade, a não nos deixarmos contaminar pelo individualismoou pela cultura da indiferença…Ensinou-nos a crer em um Deus que é Pai com entranhas de mãe, um Deus que não secansa de perdoar e cujo nome é misericórdia. Ensinou-nos a crer numa Igreja queé hospital de campanha, que não exclui ninguém, onde todos, todos, todos, têmlugar. Como Família, peçamos a intercessão desse papa que por muitos é considerado expressão da primavera daIgreja... Ao mesmo tempo, rezemos pelo papa Leão XIV, que está continuando a obracomeçada por Francisco.
Estamos vivendo uma situação mundial muito preocupante pelas guerras quese sucedem continuamente e que estão tornando realidade o que papa Francisco chamava“uma guerra mundial a pedaços”. Papa Leão está clamando por uma paz “desarmadae desarmante”. Partindo do evangelho, está chamando os poderosos ao diálogoe a respeitar os direitos humanos. Está dizendo que a guerra sempre é um fracassoda humanidade e que não pode ser justificada de nenhuma maneira. Está dizendocom força que os interesses econômicos e de poder de alguns poucos não podem sermotivo para sacrificar a vida de pessoas, de famílias, de crianças, de anciãos,etc. Basta ler seus discursos de sua recente viagem à África para descobrir queesse papa, com grande valentia está denunciando as estruturas de injustiça, queestão provocando essa situação mundial. O que nós podemos fazer, ante um panoramamundial tão desastroso?
- Não nos acostumarmos com a guerra. Nãonos preocuparmos somente com as consequências econômicas que essa acarreta,mesmo sendo importantes. Preocuparmo-nos com o sofrimento e a dor de tantas pessoasque a estão vivendo. Ser sensíveis à dor de nossos irmãos, mesmo estando longe deles.
- Unirmo-nos à oração de toda Igreja paraque o Senhor abrande os corações dos governantes e busquem a concórdia e o entendimentoentre os povos. A esse propósito proponho que as 24 horas de adoração no stop deste ano se faça para pedir apaz.
- Educarmo-nos e educar para ser criadoresde pontes e não de muros, para aceitar a pluralidade e a diversidade deculturas, para ser portadores de paz ao nosso redor. Como é possível mudar a situação do mundo se nãosomos capazes de mudar cada um de nós, nossas comunidades, nossa Família, a Igreja? Penso que esse ano, quandocelebramos os dez anos da canonização de nosso fundador, ele pode nos ajudar anos educarmos para sermos instrumentos de paz e de concórdia. Voltemos à suaescola e aprendamos dele a ter um coração paterno e mãos que acolhem, abençoame abraçam. Isso nos ajudará a mudar a realidade do jeito que ele mudou. PadreRossi tem dois artigos em que isso está bem exposto.[1]
a) Ludovico Pavoni é um homem com um coraçãode pai e entranhas de mãe. O coração quevê os jovens em perigo de “naufrágio”é um coração que arde de amor.
- A paternidade de São Ludovico Pavoni é humilde.Isso faz com que se abra à realidade e seja criativo na resposta às situaçõesque ia encontrando. Essa humildade ajuda-o a se abrir à participação dos outros para assim melhorarsua ação educativa.
- A paternidade de São Ludovico Pavoni é ricade esperança. Isso faz com que acredite que as pessoas (os jovens) e as situaçõespossam mudar, possam melhorar, porque nelas está plantada a semente do Reino. Nãoà desesperança e ao pessimismo. Como isso é importante para continuaracreditando nas pessoas e numa paz que é possível apesar de tudo!
- A paternidade de São Ludovico Pavoni é respeitosae paciente. O respeito às pessoas e a paciência nos processos são fundamentaispara construir a paz e a fraternidade universal.
- A paternidade de São Ludovico Pavoni é responsávele sabe responsabilizar. Cada um é responsável pela construção da paz. Nãopodemos olhar para o outro lado, diante dos conflitos, como se não fossem nossaresponsabilidade. Também, devemos saber envolver as pessoas que encontramos emnosso caminho para que sejam atores ativos na construção da paz.
- A paternidade de São Ludovico Pavoni é gozosae alegre. Educarmo-nos e educar para a alegria de viver, para a alegria de crescerna fraternidade, para a alegria da paz e da concórdia é uma tarefa fundamentalde toda pessoa que vive no ritmo do coração de Pavoni.
Com essa paternidade Ludovico Pavoni conseguiu que, em seu Instituto,se vivesse o “espírito de família”. Hoje,também, quer isso para sua Família. Se cultivarmoso espírito de família estaremos pondo nosso grão de areia para a construção dapaz e da concórdia, entre as pessoas e entre ospovos.
b) Somos centelhas do coração ardente deamor, de São Ludovico Pavoni. A Caminhada Pavoniana da Província italiana, quefoi no dia 11 de abril, levava como lema: “Somos centelha” do fogo que queimavade amor o coração de São Ludovico Pavoni. Nós somos os encarregados de que seucoração continue incendiando de amor, em nosso dias. Nós somos, hoje, o coração,as mãos e os braços de São Ludovico Pavoni.
- Mãos que se abrem para dar, revelando umcoração desprendido e generoso, onde não cabe o egoísmo ou os interesses pessoais.Um coração que entende que, “há mais alegria em dar do que em receber” (At20,35).
- Mãos que se abrem para pedir conselho, ajuda,colaboração. Tudo isso é expressão de simplicidade e humildade, de saber que eunão posso tudo, que necessito dos outros, que a união faz a força. Quantossolitários, quantos franco-atiradores existem ainda entre nós!
- Mãos que se abrem para saudar,acariciar, abraçar, enfim, para manifestar quanto amor levamos dentro de nós! Quantonos custa entrar na cultura da ternura, na hora de manifestar nossossentimentos! Que secos, fechados e áridos somos, até mesmo em nossas relações interpessoais!Quanta formalidade e que pouca fraternidade há, até mesmo em nossa convivência cotidiana!
- Mãos que trabalham, braços que sabemarregaçar as mangas, que se sujam na tarefa da construção de um mundo melhor.
- Mãos entrelaçadas para orar econtemplar. Mãos que deixam Deus agir, porque sabem que ele pode tudo.
Creio que nessas atitudes que São Ludovico Pavoni nos ensina, podemosaprender a arte da paz e da fraternidade universal. Aprendamos dele! Acredito que seja ummestre muito atual para nossos dias.
Agendado mês
- 2-3 Conselho geral, em Milão;
- 15: Giofest-Pavoni, da Província italiana, em Milão;
- 15-29: Visitarei as comunidadesdas Filipinas;
- 19-27: Novena a São Ludovico Pavoni;
- 23: Marcha pavonian, da Província Espanhola;
- 23: 24 horas de adoração no stop;
- 28: Festa de São Ludovico Pavoni.
Ponho o caminho de nossa Família, a paz no mundo e asituação de nossos enfermos, sob a proteçãoda Virgem Imaculada, nossa querida Mãe e de nosso Santo fundador, LudovicoPavoni.
Um abraço fraterno e sempre agradecido.
RicardoPinilla Collantes
Tradate, 30 de Abril de 2026
[1] pe.José Rossi: “La paternidad de Ludovico Pavoni” y “Con manos de padre”.Recogidos en el volumen: LUDOVICO PAVONI EDUCADOR Y MAESTRO DE VIDA. PP.199-222

